Força Tarefa da Polícia Civil fecha 20 farmácias usadas pela milícia para lavagem de dinheiro

Cerca de 20 farmácias, em bairros da Zona Norte e da Zona Oeste do Rio de Janeiro, foram alvo de mandado de busca e apreensão de uma Força Tarefa da Polícia Civil, nesta quarta-feira (21). A ação dá continuidade às operações que tem, como objetivo, asfixiar o braço financeiro da milícia no Rio de Janeiro. Os estabelecimentos seriam usados para lavagem dinheiro.

Na operação, gerentes e responsáveis legais das lojas foram presos, acusados de crimes contra saúde pública. Oito farmácias foram fechadas. Na ação, foram apreendidos anabolizantes e medicamentos de uso controlado.

MILÍCIA NO SETOR IMOBILIÁRIO

Outro ramo bastante explorado por milicianos para lavar dinheiro é o imobiliário. Em Guaratiba, na Zona Oeste, os criminosos passaram a invadir casas e expulsar moradores. Um dos imóveis chegou a ser negociado por R$ 500 mil.

"Eles faziam uma fraude documental e passavam título de cessão de posse, transferência da posse da casa invadida. E a pessoa que adquiria já sabia da origem ilícita dessa posse." - afirma o delegado Alan Luxardo, responsável pela investigação do caso.

ROUBO E CLONAGEM DE CARROS

O inquérito da polícia identificou ainda que a "franquia" da milícia na região era violenta e praticava uma série de roubos na Zona Oeste. O principal ladrão de veículos da Barra da Tijuca e do Recreio, Alex Gonzaga, foi identificado e preso na última segunda (19).

Ele era integrante de uma quadrilha de tráfico de drogas e agora teria se aliado à milícia. Depois de roubar os veículos, Gonzaga levava os carros para serem clonados para então serem usados por criminosos.

A polícia explicou que a maioria das vítimas não procura a delegacia por medo dos milicianos que costumam agir com muita violência. Além da invasão de casa, o Bonde do Ecko também movimenta milhões de reais com a distribuição de gás natural, TV por assinatura, internet, água, transporte alternativo e taxas de funcionamento para comerciantes.

Atualmente a milícia domina cerca de 57.5% do território da cidade Rio de Janeiro, segundo estudos das Universidades Federal Fluminense, Universidade Federal de São Paulo, em parceria com o Pista News, Disque Denúncia e a plataforma Fogo Cruzado.

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